Estes são os cursos do futuro da NOVA

0
Há 20 anos era usual dizer que o futuro passava pela Medicina. Hoje, fruto da revolução digital, a sociedade tem novas necessidades e exige novas competências. Quais são então os cursos do futuro e quais deles são oferecidos pela Universidade NOVA de Lisboa?

Engenharia Electrotécnica e de Computadores, Ciências da Comunicação e e Gestão fazem parte dos mais de vinte e cinco cursos da NOVA que dão acesso a profissões consideradas “do futuro” pelo World Economic Forum (WEF), no relatório The Future of Jobs. Arquitetura e Engenharia (sobretudo as áreas da energia, petróleo e electrotécnica), Computadores e Matemática (tais como análise de dados e desenvolvimento de softwares), Gestão, Transportes e Vendas e Relacionados (nomeadamente a área do Marketing) são as áreas, segundo o relatório, que terão um maior crescimento até 2020.

Na NOVA estuda-se quase todas estas áreas, principalmente na Faculdade de Ciências e Tecnologias (NOVA FCT), na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (NOVA FCSH), na School of Business and Economics (NOVA SBE) e na Information Management School (NOVA IMS). Mas será que os alunos sabem que estão em cursos do futuro?

O controlo dos computadores

Ao caminhar pelo Campus de Caparica, onde fica a NOVA FCT, todo o tipo de alunos nos passa à frente: uns correm atrasados, uns fumam no café descontraídos, outros estudam afincadamente na biblioteca. João Costa, Ricardo Araújo e Guilherme Lemos são três alunos do terceiro ano de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (EEC).

Uma das coisas que motivaram João a ingressar neste curso foi a variedade de saídas profissionais e a taxa de empregabilidade. Segundo o portal InfoCursos, do Ministério da Educação, o Mestrado Integrado em EEC na NOVA FCT tem uma taxa de empregabilidade de 97,9%, acima da taxa na área de formação (96,3%). Também Guilherme escolheu o curso pela empregabilidade. Apaixonado por consolas e videojogos, sabia que não poderia optar por esta via: “teria grandes probabilidades de ficar no desemprego ou viver de muito pouco”. Acrescenta que este curso também lhe pode permitir trabalhar na área de que gosta, de forma mais indireta.

Já Ricardo seguiu os passos do seu avô que “estava sempre a mexer em eletrónica e a pôr coisas a funcionar”. Recorda um dos primeiros projetos que fez com o avô: “era um controlador de LEDS e foi quando ele me ensinou a soldar… Foi um grande passo”.

Ricardo sempre quis vir para a NOVA, ao contrário de Guilherme e João que preferiam o Instituto Superior Técnico (IST). Contudo, os dois concordam que a NOVA lhes dá uma melhor educação para o futuro. João considera que uma das vantagens da NOVA é as aulas que têm entre os semestres que lhes permitem adquirir competências – como currículo, programas Microsoft, etc. – ou discutir o papel da ciência na sociedade, algo que outras universidades não oferecem.

Para além do programa curricular, os alunos podem entrar no Núcleo de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (NEEC) e aprofundar o que aprendem em aula. Têm no NEEC a oportunidade de desenvolver projetos próprios. Segundo João, “toda a gente que conhece o NEEC, conhece o [drone]4 copter”. O Núcleo organiza ainda todos os anos as Jornadas Tecnológicas, que para os alunos é uma forma mais fácil de entrarem em contacto direto com as empresas.

Os três alunos concordam que estão num curso do futuro. O futuro passa por “tirar coisas analógicas, tirar o ser humano da equação e ser tudo controlado por computadores”, afirma Ricardo.

Por muito que sejam necessários programadores e pessoas que desenvolvam software, essa área só poderá ter o seu crescimento devido aos engenheiros de computadores como atenta Guilherme: “Há outros cursos que podem dar o seu suporte informático, mas se nós não fizermos o computador, o informático não tem onde trabalhar”.

“Acho que somos nós [Engenheiros Electrotécnicos e de Computadores] que temos maior impacto nas descobertas tecnológicas” afirma João, acrescentando ainda que uma descoberta nesta área poderá ter tanto impacto como o aparecimento da Internet.

Vender produtos, vender causas

“Nós vivemos num mundo consumista, nós vivemos num mundo capitalista”, referiu Mariana Carvalho, aluna do segundo ano de Ciências da Comunicação (CC) na NOVA FCSH. Por este motivo Mariana pensa ser necessário ter noção das estratégias que moldam o mercado.

O curso da NOVA FCSH dá a possibilidade aos seus alunos de escolherem entre quatro vertentes: Jornalismo, Cinema e Televisão, Comunicação, Cultura e Artes e Comunicação Estratégica. Esta última está relacionada com a área das vendas.

“Tudo o que possa imaginar é uma marca”, explica a professora Ana Margarida Barreto do Departamento de CC, esclarecendo que ainda há muito preconceito à volta do setor. Qualquer marca precisa de ser posta no mercado corretamente, explicou Ana Margarida. “O objetivo principal do marketing é garantir que o produto certo é colocado ao preço certo ao consumidor certo”, não é enganar as pessoas, até porque pode haver marketing social, acrescenta a professora. Diz ainda que há um número crescente de alunos a interessar-se por esta área devido à oferta no mercado de trabalho.

Inês Costa é estudante do terceiro ano de CC e sempre quis seguir Comunicação Estratégica. Mais inclinada para o Marketing, gosta “muito de perceber o que é que mexe com as pessoas”. Pelo contrário, Mariana escolheu CC por ser um curso abrangente, mesmo depois de se escolher uma vertente. Não obstante, Mariana diz querer seguir Marketing ou Publicidade para os entender. Utopicamente gostava “exatamente de ir contra a manipulação” e de “vender produtos bons sem ter aquele sentido consumista”.

As duas alunas tinham a NOVA como primeira opção e reconhecem o benefício de haver quatro variantes. “No futuro estaremos sempre aptas a trabalhar em qualquer uma dessas áreas”, afirma Mariana. Inês reconhece que a NOVA dá “muito valor” ao currículo.

O primeiro ano do curso é difícil e há muita teoria. Que o diga Inês que ficou muito assustada no seu primeiro ano, pois achava que não ia aprender nada. Inês é presidente e uma das fundadoras do Núcleo de Estudos de Ciências da Comunicação (NECC). Nos primeiros dois anos do curso não sabia que rumo tomar e decidiu criar o NECC com o objetivo de “preparar melhor os alunos”. A ideia é que todos os alunos possam experimentar as variantes, pois muitos não sabem ainda qual querem fechar no final da licenciatura.

Tanto Mariana como Inês concordam que estão num curso do futuro. Mariana tem noção de que “o lucro, os negócios são cada vez mais importantes”. Inês vai mais longe e acredita que a Comunicação Estratégica vai mudar a sociedade e poupará dinheiro, recursos e tempo.

A licenciatura em Ciências da Comunicação da NOVA FCSH tem uma taxa de empregabilidade de 92,1%, acima da média da área (87,8%) e maior do que qualquer outro curso de Ciências da Comunicação. Não ligando tanto a estas estatísticas, Mariana vê-se a continuar os estudos, já Inês quer aprender mais e pôr os seus conhecimentos em prática e “eventualmente criar um negócio” seu.

“Tempo é dinheiro”

A procura por um lugar sentado é intensa. Quer seja no pátio da NOVA SBE, na biblioteca, ou na “tenda”, não há nenhum canto disponível pois os alunos aproveitam cada minuto para rentabilizar o seu estudo. Afinal “tempo é dinheiro”.

Finalmente um lugar aparece numa mesa já meio ocupada por duas raparigas de livros abertos. Diogo Direitinho, aluno do terceiro ano de Gestão na NOVA SBE, acende o seu cigarro enquanto explica que foi ao ajudar a sua mãe, que trabalha em Gestão, que percebeu que era a área de que mais gostava. Escolheu a NOVA pelo seu prestígio e pelo plano curricular: “comparando com os outros cursos de Gestão em Portugal, é o que prepara melhor [para o futuro]”. Gestão é um curso do futuro porque “todas as profissões, todas as áreas precisam de ter uma gestão por trás”, esclarece Diogo, e muitas empresas não têm noção de “como utilizar os seus dinheiros”.

Rita Cunha – diretora adjunta da NOVA SBE e diretora académica do Mestrado em Gestão – olha para Gestão como um curso “do futuro, do presente e do passado”. “Os gestores são as pessoas que fazem com que isto ande para a frente”, justifica. Existem diversas áreas em que um gestor se pode profissionalizar, desde Finanças a Marketing, entre outros. Rita não consegue “ver um mundo onde não haja de facto gestores”.

Quando questionada sobre o curso, Rita admite que uma das suas preocupações é pensar “quais são as novas tendências” e como tornar o programa o mais atual possível sabendo quais as necessidades das empresas. “Desde que eu sou diretora académica do mestrado não houve um único ano em que não introduzíssemos coisas novas no programa”, algo distintivo em relação a outros cursos.

O Financial Times considera a NOVA SBE a décima sétima melhor universidade para se tirar um mestrado em Gestão. O país também considera assim, tendo uma taxa de empregabilidade de 97,9%, bastante acima da média da área de formação (92,6%). Mesmo sem ligar ao ranking, Rita Cunha diz que não tem dúvidas que a SBE é das melhores faculdades da Europa.

Todos os cursos da NOVA que são “o futuro” segundo o World Economic Forum

Partilhe.

Sobre o/a autor/a

A comunicação sempre foi uma grande parte da minha vida, especialmente através da escrita. Ganhei o meu primeiro concurso de escrita com apenas 8 anos, passando assim de uma paixão para um futuro possível. Pretendo escrever a minha visão única do que acontece no país e no mundo e, consequentemente, chegar àqueles que olham, mas não veem. Mais importante, pretendo dar voz ao público que hoje fala baixo demais. A política e a corrupção podem cegar a população, mas não cegam um jornalista, muito menos uma jornalista curiosa.

Envie uma resposta

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.