Ciclo de cinema sobre contextos árabes e islâmicos na FCSH/NOVA

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A FCSH/NOVA acolhe ciclo de cinema que junta a sétima arte, a antropologia e os contextos árabes  e islâmicos. Para ver e debater até 25 de Maio. 

AZIMUTE, grupo de investigação associado ao Centro em Rede de Investigação em Antropologia da FCSH/NOVA (CRIA), promove um ciclo de cinema dedicado a diversas temáticas que as sociedades árabes e islâmicas têm defrontado nos últimos anos. A iniciativa reúne antropólogos, cineastas, sociólogos e jornalistas. Teve início em Março e prolonga-se até Maio, no auditório 3 da Torre B da FCSH/NOVA. A entrada é livre.

Esta é uma proposta que procura abrir a Universidade Nova de Lisboa a uma reflexão sobre diversos temas que variam entre questões de género, direitos das mulheres, migração e orientalismo, entre outros, com enfoque privilegiado na área do Mediterrâneo ocidental, explica Raquel Cavalheira, membro e investigadora do CRIA. É também um espaço de diálogo que convida à intersecção da antropologia e de outras linguagens como suporte para os seus estudos.

As obras cinematográficas apresentadas no ciclo de cinema não são apenas retratos de questões actuais. Representam “a diversidade dos contextos e sociedades árabes islâmicas, realidades que os meios de comunicação não mostram”, esclarece Raquel Cavalheira. Dão a conhecer, por isso, “uma produção cinematográfica que não é muito visível em Portugal”.

O que ainda pode ver até final de Maio

13 de Abril, às 18h: “Matir Moina” (O pássaro de Argila) de Tareque Masud, com comentários do antropólogo José Mapril.

 

30 de Abril, às 18h: “Mustang” de Deniz Gamze Ergúven, comentado pelo antropólogo José Mapir.

 

11 de Maio, às 18h: “Were Dengé Min” (Come To My Voice) de Huseyin Karabey, comentado pela socióloga Inês Espírito Santo.

 

18 de Maio, às 18h: “Slingshot Hip Hop” de Jacqueline Reem Sallcum, comentado pela jornalista e escritora Alexandra Lucas Coelho.

 

25 de Maio, às 18h: “Le challat de Tunis” de Kaouther Ben Hania, comentado pelo antropólogo Nuno Mora.

 

O que já perdeu

Com um total de 9 sessões, a programação teve início no dia 8 Março, com o visionamento do documentário Bab Septa (A Porta de Ceuta), o nome da passagem na fronteira entre Marrocos e Ceuta, local onde convergem os que de diversas partes de África procuram chegar à Europa. Um trabalho de realização portuguesa de Frederico Lobo e Pedro Pinho, com a participação deste último.

 

Um Tempo para Cavalos Bêbados” de Bahman Ghobadi,exibido no dia 16 de Março e comentado pela antropóloga Kellen Pessuto.

 

Timbuktu” de Abderrahmane Sissaki, exibido no dia 30 de Março e comentado pelo antropólogo Francisco Freire.

 

475” de Nadir Bouhmouch, exibido no dia 6 de Abril e comentado pelo antropólogo Hugo Maia.

A notícia foi escrita ao abrigo do antigo Acordo Ortográfico.

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