Um dia e uma noite para conhecer a FCSH

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Todos os anos, desde 2010, a FCSH/NOVA abre as suas portas aos alunos do secundário para lhes mostrar as ofertas letivas. Neste ano, o NOVA Day & Night recebeu 500 alunos.

O relógio marca as 13h00 quando começam a chegar, à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), os primeiros estudantes provenientes de várias escolas secundárias. A chuva faz com que os cerca de 500 futuros candidatos tenham de ser recebidos dentro da Torre B. Depois de feito o check in, os estudantes são encaminhados para a cantina. Lá dentro, vários voluntários estão prontos para os receber e para falar sobre as 14 licenciaturas que a faculdade oferece.

Pedro Miguel Coelho, colaborador do Núcleo de Apoio ao Aluno e Candidato (NAAC), é o principal responsável por todos os eventos relacionados com a captação de alunos. “Há dois anos, em 2014, fizemos uma mudança completa no nosso Dia Aberto. Antes, tinha um formato mais tradicional, com sessões de esclarecimento e durava cerca de quatro horas”, conta Pedro. “Quero que os futuros alunos levem uma noção real de como é a experiência do ensino superior. Este é o principal objetivo do NOVA Day & Night”, justifica.

João Soeiro de Carvalho, subdiretor dos estudantes e presidente do conselho pedagógico, considera que o testemunho dos alunos da FCSH é extremamente importante, pois a mudança do ensino secundário para o ensino superior “é tremenda”: “Quando apresentamos cursos a partir das ofertas curriculares, nem sempre isto é uma comunicação muito transparente. Quando são os alunos a falar com os outros alunos, as coisas funcionam muito melhor”. Sobre o Dia Aberto, revela que “a faculdade é transparente, os alunos têm a possibilidade de ver como isto de facto funciona. Não estamos aqui a criar uma faculdade artificial. É por isso que pomos os nossos alunos a falar sobre a nossa faculdade, pois não há ninguém mais verdadeiro do que os nossos alunos”.

Devido à dimensão do evento, o NOVA Day & Night começa a ser organizado meses antes do próprio dia. “Logo em setembro, começo a pensar no Dia Aberto que irá ocorrer em abril do próximo ano”, comenta Pedro. Segundo ele, há que ter em conta o calendário do ensino secundário para que o Dia Aberto não se incompatibilize com os momentos de avaliação nas escolas secundárias. É um processo demorado que conta com a colaboração da associação de estudantes (AEFCSH), dos departamentos e núcleos, de pessoal docente e não docente. Pedro faz também referência à importância que o programa NOVA Embaixadores tem para o NOVA Day & Night. “Os alunos que pertencem a este programa realizam campanhas nas escolas secundárias, divulgando o Dia Aberto da FCSH. Têm também a função de receber os futuros alunos no próprio dia.”

Inicialmente programada para ocorrer ao ar livre, a sessão de boas-vindas decorre dentro do átrio da Torre B. João Soeiro de Carvalho substitui Francisco Caramelo, diretor da FCSH/NOVA, nesta sessão. Salienta que a FCSH é a única faculdade de Ciências Sociais e Humanas do país, onde se cruzam saberes tão diversos como a comunicação, a filosofia, as artes, a música, a história de arte, a educação, entre outros. “Todas estas abordagens de saberes são cada vez mais importantes na nossa sociedade contemporânea, que é uma sociedade de inovação, de empreendedorismo, mas que é ao mesmo tempo uma sociedade de conflito, como bem sabemos.”

Após falar sobre o domínio da investigação e sobre a internacionalização da faculdade, expõe que a missão da FCSH é “qualificar os jovens de Portugal”. Para terminar a sessão, Hugo Silva, presidente da associação de estudantes, fala sobre a AEFCSH.

Sessões de apresentação das licenciaturas

Depois de terminada a sessão de boas-vindas, os alunos são encaminhados para a primeira sessão de apresentação das licenciaturas. Rafaela, Maria da Fonseca, Maria Ferreira e André são quatro visitantes, todos eles vindos do Colégio Moderno, em Lisboa. “A maior parte dos alunos do secundário possui a ideia de que a faculdade é um mundo completamente diferente”, diz Maria Ferreira. “Este dia é importante porque consigo esclarecer as minhas dúvidas”. Maria pretende ingressar no curso de Estudos Portugueses e refere que “foi bom conhecer alguns colegas e professores”.

Na Torre A, decorrem algumas destas sessões de apresentação. Dulce Pimentel, coordenadora do departamento de Geografia e Planeamento Regional, fala com os estudantes sobre as saídas profissionais do curso e explica como é que estes devem dizer aos seus pais que vão estudar geografia. No auditório ao lado, decorre a sessão de Ciências Políticas e Relações Internacionais, onde são mencionados os estágios curriculares.

Na segunda sessão, é a vez de outros cursos serem apresentados. No auditório 1, da Torre B, decorre a sessão do curso de Ciências da Comunicação. Jorge Rosa, coordenador da licenciatura, dá início ao debate, juntamente com três ex-alunos, Joana Stichini Vilela (jornalista freelance), Joana Tadeu (bancária no Banco CTT) e Diogo Cavaleiro (jornalista do Jornal de Negócios), que falam sobre a sua experiência no curso e sobre a sua atual profissão.

Maria Leonor, aluna do Colégio Rainha Dona Leonor, nas Caldas da Rainha, quer entrar no curso de Ciências da Comunicação. “É um curso que abrange diversas áreas e, como sou uma pessoa muito comunicativa, acho que é o curso ideal para mim”, explica. Considera que a parte extra-curricular do dia é muito importante para a captação de alunos.

Na sessão conjunta entre o curso de Línguas, Literaturas e Culturas e o curso de Tradução, o ambiente é de descontração, enquanto Vanessa Boutefeu, professora de inglês, coloca algumas perguntas aos futuros alunos, sobre determinados conceitos da língua inglesa.

Ana Sofia Pancada, também aluna do Colégio Rainha Dona Leonor, revela ter vindo ao Dia Aberto da faculdade por estar indecisa em relação ao curso que quer ingressar, apesar de ter um especial interesse por Línguas, Literaturas e Culturas. “É muito difícil na minha idade escolher o que quero fazer para a vida toda. Porém, percebi que o curso é apenas um ponto de partida, uma vez que oferece a possibilidade de poder vir a fazer várias coisas.”

Churrasco e concertos

Dado por terminadas as sessões de apresentação, chega a altura de começar o churrasco. João Guilherme, vice-presidente da associação de estudantes, fala um pouco sobre o papel que a AEFCSH desempenha no Dia Aberto. “Temos que apresentar o tipo de atividades que a associação faz, e somos nós que oferecemos a diversão noturna. Se pudéssemos dividir o evento, o Night seria essencialmente da responsabilidade da AE”. Revela que um evento desta envergadura, demora meses a ser preparado. “Há toda uma preparação da logística, pensa-se num cartaz e vemos se esse cartaz se adequa ou não ao público-alvo.”

Apesar de o mau tempo ter feito com que parte do churrasco tivesse que ser transferida para o interior da Torre B, o ambiente é de descontração e confraternização. “O churrasco está a ser divertido, a música, a comida e a bebida estão boas e por agora não está a chover. Acho que a noite tem tudo para correr bem”, comenta Beatriz Pereira, aluna visitante.

João Guilherme afirma que “estas últimas horas são sempre mais complicadas, uma vez que é necessário estar a mudar toda a estrutura do churrasco para se dar início aos concertos que se realizam noutro recinto”. A noite de concertos começa ao som das músicas da Real Tuna Académica NeOlisipo. “Nunca tinha visto uma atuação de uma tuna, mas estou a adorar”, menciona Beatriz Pereira.

Ainda que tenha ocorrido um ligeiro atraso, quem se sucede na noite de concertos é a banda GROGNation. São muitos os fãs presentes e, apesar de os concertos terem sido transferidos para o interior do edifício, o ambiente que se vive é de grande animação e interação com a própria banda. A dupla DJ STIKUP e Cali (Flow212) são a atuação que se sucede e, para terminar a noite, sobe ao palco Urso Soares, figura que costuma marcar presença nas festas da faculdade.

A edição de 2016 do NOVA Day & Night chega ao fim e Pedro Miguel Coelho faz uma avaliação geral do dia que, apesar da chuva, teve um nível de participação idêntico ao do ano passado. “Estamos já a refletir nalgumas mudanças para o próximo ano, tendo em conta o feedback que nos foi transmitido pelos alunos do secundário e por professores, alunos e funcionários da faculdade”.

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Sobre o/a autor/a

Natural da Venda do Pinheiro, estuda Ciências da Comunicação na FCSH-NOVA. Aspirante a jornalista, tenta marcar a sua posição no jornalismo atual. Desde sempre que é apaixonado por fotografia, tendo um especial interesse pelo fotojornalismo e pelo jornalismo de investigação.

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