Grupo de Teatro da Nova: uma estreia e um regresso aos palcos já em Maio

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O Grupo de Teatro da Nova volta aos palcos no mês de Maio, com a estreia de O Percevejo e o regresso de Pánica.

O Percevejo, com encenação da atriz Marina Albuquerque, vai estar em cena no Teatro do Bairro, entre os dias 3 e 8 de Maio. Também a peça Pánica, produzida no ano passado, regressa, num espectáculo em Coimbra, a 18 de Maio.

O Grupo de Teatro da Nova (GTN) traz consigo uma longa história no teatro universitário em Portugal. Actualmente, tem a atriz e encenadora Marina Albuquerque a dirigir e conta com cerca de 15 alunos, representativos de várias universidades, mas, principalmente, da Universidade Nova de Lisboa. Os ensaios decorrem duas vezes por semana, às segundas e quartas-feiras, e têm lugar no piso -4 da Torre B da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

O Percevejo estreia-se a 3 de Maio 

O GTN está neste momento a ensaiar O Percevejo, cuja estreia está marcada para o dia 3 de Maio, no Teatro do Bairro, localizado no Bairro Alto em Lisboa. Nesse mesmo dia, o GTN irá também fazer uma sessão especial no âmbito Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa.

Nas palavras de Marina Albuquerque, está é “uma peça visionária, uma comédia futurista”. Vladimir Mayakovsky, autor da peça, foi um dos grandes poetas da revolução soviética e do Futurismo Russo.

O Percevejo “é um bocadinho o Mayakovsky a gozar com as personagens que ele conhecia, com os membros do partido e por isso foi muito criticado”, explica a encenadora.

A peça começa nos anos 20 de Mayakovsky, mas faz uma viagem ao futuro imaginado pelo autor: “é como se fôssemos ver o que é o socialismo 50 anos depois. O protagonista acorda e diz, mas o que é isto? É só máquinas, máquinas, máquinas, as pessoas já não têm emoções, já não praticam sexo, isso já está resolvido, isso são coisas que já nem se sabe o que é que é”.

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Apresentação especial de Panica 

Panica, de Alejandro Jodorowsky, foi a peça que o grupo apresentou ao público no ano passado. Um espectáculo mais contemporâneo, marcou, em 2001, o regresso do autor ao teatro, depois de muito tempo a fazer cinema e banda desenhada. O GTN esgotou todos os espetáculos realizados e, no próximo mês de Maio, Pánica volta ao palco.

O espetáculo acontecerá em Coimbra, no Teatro Académico Gil Vicente, no âmbito de uma mostra de Teatro Universitário. Marina Albuquerque refere ainda que “No ano passado fomos à Corunha, foi muito giro, ao Festival Internacional de Teatro Universitário. Este ano também fomos convidados, mas eles  acabaram por cancelar o festival”.

O teatro é “quase mágico” 

Os membros do GTN destacam a importância que o grupo tem para a sua formação pessoal, apesar de quão trabalhoso o projeto é. “Aprendi mais ali do que nos três anos de faculdade, cresci muito, conheci muita gente, fiz amigos para a vida e diverti-me imenso”, diz Marta Silva Correia, que participa desde o seu primeiro ano na faculdade.

Para Mariana Amorim, membro desde 2015, “o melhor é mesmo o frio na barriga antes do espetáculo, ou o silêncio da plateia quando estás em palco e percebes que toda a gente está ali para te ver. Para mim é quase mágico”.

“É uma forma de arte diferente. Tem a ver com a palavra, tem a ver com o controlo do nosso corpo e da nossa voz”, remata Marina Albuquerque, que considera que o teatro universitário continua a ser muito importante.

Esta notícia foi escrita segundo o antigo Acordo Ortográfico.

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Sobre o/a autor/a

Estudante de Ciências da Comunicação na FCSH/NOVA. Natural da Marinha Grande, mas apaixonada pela capital. Determinada por natureza e teimosa por feitio, debaixo das pressas habituais e aparente despreocupação, sempre teve vontade de se fazer ouvir e ainda está para encontrar alguém que lhe trave a opinião. Passa mais tempo a ver futebol do que devia e viaja menos do que gostaria. Viciada em cinema e em séries, escreve para o Espalha-Factos desde Agosto de 2015.

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