Futsal feminino continua a preparação para subir à 1ª divisão

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A equipa de futsal feminino da Universidade Nova de Lisboa luta pela subida à 1ª divisão do Campeonato Universitário.

Pouco passa das 19h30, Ricardo Almeida dá início a mais um treino da equipa de futsal feminino da Universidade Nova de Lisboa. “As raparigas da FCT?”, pergunta Ricardo que espera por mais atletas para treinar. A equipa, atualmente no 1º lugar da segunda divisão do Campeonato Universitário, continua a preparação para os jogos que faltam, focada na subida à primeira divisão.

Com treinos às segundas e quartas às 19h, apenas cinco atletas estão presentes no polidesportivo 3 do Estádio Universitário de Lisboa nesta quarta-feira. Dá-se início ao aquecimento, dividem-se em dois grupos, distribuem-se e trocam a bola por todo o campo. Fazem uma pausa para beber água, Ricardo Almeida coloca pinos apenas em metade do campo, fazendo quatro balizas reduzidas. Uma vez mais dividem-se em dois grupos, por serem poucas, Ricardo junta-se a elas e assim estão formadas duas equipas de três.

“Bora, segue”, diz Ricardo enquanto passa a bola a Ariana Lavos. Cada equipa tem duas balizas onde pode marcar golos, o objetivo deste exercício é treinar movimentações em situação de jogo. Quando uma jogadora tem a bola, as da mesma equipa devem procurar espaços para se desmarcarem abrindo desta forma linhas de passe para conseguirem chegar ao golo. Não se trata apenas de marcar golos ou de construir jogadas de ataque. “Ganha a bola, ganha a frente”, adverte Ricardo Almeida. Treinam os posicionamentos defensivos. “Estamos a levar uma coça”, afirma o treinador. Num ambiente descontraído riem-se, mas o treinador decide puxar um pouco mais pelas jogadoras. “Quem marcar ganha”, diz.

Às 19h55 fazem nova pausa, bebem água e descontraem a dar uns toques na bola. Ricardo faz nova distribuição dos pinos pelo campo. Chama o grupo para explicar o novo exercício, exemplifica com ajuda de duas atletas. Repete a explicação em inglês, para a atleta de Erasmus, Jules Rader. O exercício está dividido em três postos a partir do meio campo. É difícil entrar à primeira no ritmo do exercício, saber qual é a função a cumprir após o remate. “Desculpa Jules”, diz Ariana quando falha o passe. Passam-se alguns minutos e já não há enganos.

É feita uma última pausa, Ricardo dispõe pinos ao longo da linha do meio campo para se realizar um novo exercício. São três contra duas mais o joker. O joker pertence sempre à equipa que está a atacar, mas para isso quem recupera a bola vai até ao meio campo, passa os pinos e só depois é que organiza o ataque. Já não resta muito tempo de treino, passa-se para um exercício de remates a partir da marca de canto. “Pisem a bola antes de rematar”, indica Ricardo que está a defender a baliza.

Do lado de fora da vedação, chegam os próximos ocupantes do campo. Com isto, Ricardo Almeida decide fazer um exercício final, penáltis. Por cada penálti falhado fazem um abdominal, antes dos alongamentos. “Na próxima semana temos jogo, dia 28”, avisa Ricardo. Acabam os alongamentos, pegam nas coisas e despedem-se.

Acreditar até ao fim

A equipa é composta por 13 atletas, que se dividem pela Faculdade de Direito, Nova School of Business and Economics, Nova Medical School/Faculdade de Ciências Médicas e maioritariamente pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Apesar da perda de jogadoras fundamentais ano após ano, Ricardo Almeida acredita que a equipa tem condições para atingir os play-off de acesso à 1ª divisão: “As expectativas estão claramente superadas e acreditamos sempre até ao fim de que é possível subir”.

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