Supernova: o festival universitário com uma “agenda provocadora e inusitada”

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O Campus de Campolide da Universidade Nova de Lisboa recebe, neste sábado, 17 de setembro, o festival Supernova, das 16h às 2h da manhã.  

Supernova é um fenómeno da astronomia que ocorre quando várias estrelas “explodem” simultaneamente e corresponde ao último ciclo da vida de um astro. O resultado é uma visão brilhante e luminosa no espaço. Foi assim que o festival universitário aproveitou a deixa: Supernova é o “herdeiro” do Festival Nova Música, que acontece desde 2012 no Campus de Campolide, em Setembro. Se, no passado, o evento se fazia apenas de música, a edição renovada tem muito mais por onde escolher. Desde as conversas criativas às terapias com música, o Supernova pretende assinalar o regresso de milhares de estudantes às aulas.

O festival Nova Música evoluiu para o festival Supernova muito devido à parceria entre o departamento de Cultura da Universidade Nova de Lisboa e o Gerador, plataforma de ação e comunicação da cultura portuguesa, cujas atividades já se fizeram sentir na capital, nomeadamente na Mouraria com a iniciativa “Trampolim Gerador” em Maio. O convite partiu da universidade e o Gerador não pretendeu baixar as expetativas na programação.

E o que reserva essa agenda? “Tantas atividades”, garante Margarida. Embora a música seja um dos ingredientes principais do festival com os concertos de Capitão Fausto, Pista e Bernardo Lemos, a programação não fica cativa das melodias e dos ritmos. A “Matéria”, por exemplo, será um conjunto de conversas onde diversas personalidades vão falar sobre si e sobre os seus percursos profissionais. Joaquim Albergaria (baterista dos PAUS), Tó Trips (guitarrista dos Dead Combo) e Nuno Saraiva (ilustrador e autor das imagens das Festas de Lisboa) são alguns dos oradores.

Já num “Sofá de Gin Tónico”, os atores Ivo Canelas e Pedro Górgia e a apresentadora de televisão Raquel Strada vão ler Contos de Gin-Tónico de Mário-Henrique Leiria. E aproveitando o nome da iniciativa, os convidados são “acompanhados de um shot de gin”. No entanto, para quem sofre de maleitas da alma, também há solução no Supernova. Haverá terapias artísticas com o baixista dos Capitão Fausto, Domingos Coimbra, o realizador João Leitão e o poeta José Anjos. O método é simples e fácil:

Para quem está mais animado e com energia, o ideal será experimentar uma aula de Bollywood ao ar livre ou até escrever uma reportagem para revista Gerador acerca do festival – o editor Pedro Saavedra estará em Campolide para ajudar e motivar os aspirantes a jornalista. São cerca de 50 iniciativas que acontecem desde as 16h às 2h da manhã deste sábado. Muitas atividades vão ocorrer em simultâneo, mas a solução mais indicada para aproveitar, segundo a equipa do Gerador, é “as pessoas construírem o percurso delas dentro do festival”.

A organização espera receber cerca de 5000 pessoas no Campus de Campolide da Universidade Nova de Lisboa. Os bilhetes no sábado custam oito ou dez euros, consoante a hora de entrada no recinto.

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Sobre o/a autor/a

Rita Neves Costa

"Jornalista em construção" é como gosto de me apelidar. Voei da Universidade do Porto para o Mestrado de Jornalismo na Universidade Nova. O sotaque do Norte mantém-se, assim como a perdição pelas estórias. Há coisas que são eternas.

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