Arqueólogos da FCSH investigam palácio islâmico do século XI

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Realizou-se, entre 23 de Agosto e 2 de Setembro, uma nova campanha de escavação arqueológica no Castelo de Silves. Esta investigação, da responsabilidade de Rosa Varela Gomes, professora da FCSH, incidiu no setor poente do castelo e contou com a colaboração de alunos do 1º Ciclo de Arqueologia da Universidade Nova de Lisboa.

O objetivo deste trabalho era analisar o palácio do século XI, onde terá vivido o rei-poeta Al Mutamid. Daquele palácio subsistem muros, um importante conjunto de elementos arquitetónicos e estuques de parede decorados, que irão ser conservados e restaurados. Esse processo é realizado por uma equipa de conservação e restauro da autarquia.

O principal problema com que os arqueólogos se depararam foi a água que penetrou nos solos. Os estuques são feitos de gesso e argamassa com cal e facilmente se destroem. Assim, quadriculam o local, limpam o terreno utilizando picaretas e de seguida picos e bisturis com os quais tentam recolher os estuques, sem os danificar. Encontraram ainda peças do quotidiano, como fragmentos de taças, jarros e objetos metálicos e de osso. “A escavação revelou imenso espólio que está a ser tratado no laboratório de arqueologia da FCSH e os estuques na oficina de restauro da Câmara Municipal de Silves”, revela Rosa Varela Gomes.

Responsável por pôr à vista os únicos palácios islâmicos que há em Portugal, Rosa Varela Gomes começou o seu trabalho no Castelo de Silves em 1984: “O trabalho deste verão é uma continuação das intervenções que ali tenho realizado. Não consegui completar a escavação daquela área do palácio e essa hipótese só surgiu agora.” Este ano puderam contar com o apoio da autarquia, que lhes proporcionou alojamento e alimentação. “É um trabalho moroso que não foi concluído este ano, prevendo-se que seja retomado no próximo ano.”

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