NOVA Embaixadores – um grupo de alunos para alunos

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Os NOVA Embaixadores dão a cara pela FCSH junto dos alunos do ensino secundário. Ao longo dos últimos três anos, os mais de 100 estudantes que passaram pelo projeto participaram regularmente em feiras de ensino como a Futurália e envolveram-se na organização do Dia Aberto da FCSH.

O final do secundário marca o fim de uma etapa que traz consigo um conjunto de decisões basilares para a vida de qualquer estudante. A mais importante de todas elas: o que fazer a seguir? A escolha de um curso superior vem acompanhada de uma enorme pressão e nem sempre é algo fácil de fazer. No entanto, qualquer aluno interessado em ingressar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa poderá contar com a ajuda dos NOVA Embaixadores, um grupo essencialmente composto por estudantes da FCSH que se comprometem a assistir e orientar os alunos que não sabem que caminho seguir.

NOVA Embaixadores foi um projeto que nasceu em 2015 pelas mãos de Pedro Miguel Coelho, antigo aluno e atual funcionário da FCSH. “O projeto nasceu pela necessidade que tivemos de envolver os nossos alunos na comunicação da oferta letiva. Pensei numa forma engraçada de os pôr a participar e criámos esta figura do NOVA Embaixador, que acaba por ser um representante externo da faculdade junto das escolas secundárias e dos alunos dessas escolas.” A necessidade nasce por uma razão simples. “É muito mais fácil para um aluno do secundário criar uma relação e colocar perguntas a alunos da faculdade do que com funcionários. Se eles virem outros alunos a responder, sentem que é uma resposta mais autêntica.” Esta é também a opinião de Pedro Rebelo Pereira, ex-aluno da FCSH e atual coordenador do projeto. “Trazemos alunos porque eles dão uma visão muito mais sincera do que é o curso e a faculdade. Não queremos estar a enganar os miúdos do secundário, queremos que venham com as expectativas bem alinhadas para também gostarem do curso”, explica.

O processo de seleção é rigoroso, com uma primeira fase que elimina entre 30% e 40% dos candidatos. “Abrimos uma call no início de setembro e o aluno preenche um formulário online onde explica porque é que devia ser NOVA Embaixador, porque é que recomendaria a Nova a um futuro aluno e que argumentos usaria”, explica Pedro Miguel Coelho. Quando integra a equipa, o Embaixador, que pode ser aluno ou ex-aluno da FCSH, recebe uma formação de forma a estar habilitado a falar sobre as 14 licenciaturas da faculdade e a conseguir responder às dúvidas dos estudantes.

Em todas as escolas e feiras que visitam, os Embaixadores pretendem recolher contactos de alunos de modo a trazê-los ao Dia Aberto, a realizar-se a 5 de maio, onde serão apresentadas as licenciaturas, bem como os núcleos, terminando com uma festa à noite. “Junta a parte da apresentação das licenciaturas com a parte recreativa. Queremos mostrar num dia aquilo que a faculdade é o ano inteiro”, explica Pedro Pereira.

A visita às escolas

Até ao Dia Aberto, os Embaixadores fazem uma tour por várias escolas secundárias em representação da FCSH. É o caso da Escola Secundária José Gomes Ferreira, que a equipa visita no dia 24 de março. O átrio enche-se com mais de 15 bancas de diversas faculdades. O dia começa com uma apresentação da Inspiring Future, projeto que tem parcerias com a maioria das universidades portuguesas e que organiza as visitas às escolas, sendo o mediador entre as faculdades e mais de 240 escolas secundárias que cobrem todos os distritos de Portugal. “O principal objetivo da Inspiring Future é levar o máximo de informação possível aos alunos para que eles possam tomar as decisões mais informadas. Por isso é que gostamos de escolas como a de hoje, que têm muitas instituições presentes. Quantas mais melhor. As melhores decisões são sempre aquelas tomadas com o máximo de informação possível”, explica André Couceiro após a palestra que abordou todos os passos relativos à candidatura ao ensino superior.

Após a apresentação, os alunos passeiam por entre as bancas, consultam folhetos e tiram dúvidas. Pelo stand dos NOVA Embaixadores passam vários estudantes à procura de respostas. “Em todas as escolas temos uma manhã inteira numa banca e falamos com os alunos de forma mais personalizada, percebemos do que é que eles gostam, explicamos os cursos. Depois temos 10 minutos em sala de aula onde fazemos uma apresentação rápida da faculdade”, explica Pedro Pereira. A conversa é interrompida por um grupo de alunas do 12º ano. Maria está interessada em Tradução. As colegas ainda não conhecem a faculdade. “Temos de tudo, temos pessoas que já sabem a informação toda, já estiveram a ver tudo na internet e vêm fazer perguntas muito específicas. E temos pessoas que vêm ver as 14 licenciaturas para descobrir o que lhes interessa”, explica Rita Pinto Coelho, finalista do curso de Línguas Literaturas e Culturas, Embaixadora desde o início do projeto.

Ao toque da campainha, os alunos recolhem às salas de aula para assistir às apresentações de cada faculdade. Em 10 minutos, Pedro Pereira apresenta a FCSH, desde as licenciaturas aos estágios, passando por informações sobre os núcleos, a mobilidade internacional, as bolsas e claro, a esplanada. “A nossa história é pensar em liberdade. Pensar em liberdade tanto na relação com as matérias e com os professores dentro da sala de aula, pensar em liberdade na relação com os alunos, com os funcionários fora da sala de aula e pensar em liberdade no percurso que escolhemos e naquilo que queremos estudar.” A apresentação termina com o convite para o Dia Aberto e com uma mensagem tranquilizadora. “Caso tenham alguma dúvida, podem passar na nossa banca no intervalo. Fiquem à vontade, chateiem-nos, e contactem-nos através do Facebook, do Twitter ou do Instagram. Independentemente do curso e da faculdade que escolherem, tenham sempre em atenção que muito provavelmente estes vão ser os melhores anos da vossa vida, por isso relaxem.”

Futurália: os Embaixadores no grande evento de oferta educativa

Os Embaixadores não se ficam pelas escolas e os alunos podem também encontrá-los na Futurália, a feira de educação e formação que, em 2016, contou com 79 mil visitantes. Em 2017, a feira decorre de 29 de março a 1 de abril e os Embaixadores marcam presença desde o primeiro dia. Ao entrar no pavilhão três, é possível ver a banca verde da Universidade Nova de Lisboa e vários estudantes do secundário reunidos em volta da mesma. José Pinto é um deles. Já assistiu à apresentação da FCSH na sua escola, mas continua com algumas dúvidas em relação ao curso de Ciências da Comunicação. “Ouvi dizer que o curso tem uma vertente muito teórica. Existe em algum momento uma vertente mais prática que nos habitua à profissão?”

Outros alunos e outras dúvidas surgem durante os quatro dias da feira, desde questões relacionadas com as cadeiras até à taxa de empregabilidade, passando pela qualidade da comida da cantina. “Isto ajuda-os a tomar decisões, sem dúvida. Para as pessoas que ainda estão a começar a procurar, isto é muito bom não para lhes dar uma resposta concreta, mas para os guiar”, explica Pedro Nunes, aluno do 1º ano de CPRI.

Os Embaixadores que marcam presença na feira cumprem o seu papel: ajudar e orientar os alunos e recolher contactos, que em quatro dias se aproximam dos 800. “O que mais gosto de fazer quando eles vêm aqui é tranquilizá-los, acho que é o mais importante. Não só explicar-lhes os cursos, mas tranquilizá-los. No 12º ano temos muita pressão sobre o que escolher e fazer a opção certa, e às vezes não fazemos e se calhar não há nada de mal nisso”, explica Serenela Moreira, aluna do 2º ano de Ciências da Comunicação. Antes de ir para a FCSH, a Embaixadora esteve um ano em Medicina, sendo essa a principal razão para ter integrado o projeto. “Vim para os NOVA Embaixadores porque quando estava no 12º ano não fazia ideia do que queria, estava completamente perdida. Na altura não tive ninguém que me ajudasse e acabei por fazer a escolha errada”, explica.

A Futurália termina, mas o trabalho dos Embaixadores não. Para além da preparação do Dia Aberto, a equipa é contactada em casos pontuais por alunos ou famílias interessadas em conhecer a faculdade. Independentemente do formato, a função destes alunos é sempre a mesma: representar a FCSH da melhor forma diante dos potenciais futuros alunos da casa.

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